terça-feira, 15 de maio de 2012
PIODERMITE SUPERFICIAL EM CÃES
A piodermite é a dermatopatia que com maior freqüência se diagnostica na clínica canina (LORENZ, 2002). O principal agente etiológico isolado das lesões é Staphylococcus pseudointermedius.
Classicamente se classificaram as piodermites caninas segundo a profundidade que tenha a infecção. Os processos muito superficiais (pseudopiodermites) não requerem o uso de antibióticos sistêmicos, sendo suficiente a aplicação de tópicos e o controle dos fatores causadores.
No entanto, é necessário um tratamento antibiótico sistêmico nas piodermites superficiais (impetigo, foliculites),e nas profundas (furunculoses, celulites, pododermatitie). (SPINOSA, 2006)
Não se deve esquecer que os antibióticos sistêmicos são somente uma parte da terapia, já que para uma adequada resolução destes processos se deve sempre eliminar ou controlar os fatores predisponentes e/ou causadores (sarnas, alergias, etc). Além do antibiótico o tratamento tópico é preconizado também.
É muito importante ter em conta que a maioria das piodermites são secundárias, sendo numerosas as circunstâncias que predispõem à infecção: fatores físicos (traumatismos, corpos estranhos..), malformações anatômicas (vincos), parasitas externos (demodiciose, escabiose), transtornos pruriginosos (dermatites atópica, reações adversas aos alimentos), da queratinização epidérmica (seborreia) ou folicular (displasias foliculares), endocrinopatias (hipotiroidismo, hiperadrenocorticismo), etc.
A piodermite recorrente é definida como a infecção bacteriana repetida que responde de forma completa ao tratamento antibacteriano sistêmico e tópico, deixando o animal aparentemente normal entre episódios. Uma porcentagem alta de caninos com piodermite recai depois de uma recuperação aparentemente completa. (COELHO, 2006). Se todas as causas prováveis forem excluídas e as recidivas são muito freqüentes então protocolos de Pulsoterapia ou Imunoterapia seram preconizadas.
Causas Subjacentes de Piodermites Recorrentes
DeBoer desenvolveu as subdivisões mais lógicas ao examinar as possíveis causas subjacentes da piodermite canina recorrente. Esta lista é uma adaptação de sua classificação.
1.Doença cutânea subjacente persistente
2.Hipersensibilidade bacteriana( hipersensibilidade a toxinas bacterianas)
3.Imunodeficiencia
4.Cepas resistentes de Staphylococcus pseudintermedius
5.Piodermite não estafilocócica (CONCEIÇÃO, 2000)
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
ALERGIAS AUMENTAM NO VERÃO
É nessa época que aumentam as queixas dermatológicas nos consultórios veterinários. Isso se deve a diversos fatores: calor, exposição à ambientes externos (sol, ectoparasitas grama....).O clima é convidativo para viagens para campo, praia, serra...As atividades físicas aumentam. E com isso, aumenta o calor corporal e a ansiedade (no sentido de atividade). A pele tende a ressecar mais, perde liquido ficando mais exposta a alérgenos e infecções. Por isso é essencial que seja intensificada a hidratação tanto pela ingestão de água como através de produtos hidratantes, umectantes e emolientes aplicados na pele de nossos pets através de banhos para assim tornar a pele mais resistente nessas estações. Também aumenta a proliferação de pulgas e carrapatos nessa estação. Então é essencial que o antiparasitário seja aplicado regularmente e, dependendo do animal (se for mais alérgico), um esquema rigoroso de aplicações tópicas com intervalos menores, orientado pelo veterinário, seja preconizado.
DICAS:
Mantenha a pelagem do cão e gato mais baixa nas estações mais quentes. Com exceção de algumas raças que não devem ser tosadas (por exemplo, chow chow, samoieda, spitz alemão..)
Mantenha o antiparasitário regularmente
Evite banhos quentes demorados e a esfregação da pele com esponjas ou escovas ( massageie com suas mãos suavemente a pele do animal).
Utilize produtos hidratantes em banhos mais frequentes.
Água sempre fresca à disposição
Evite exposição direta ao sol. Utilize protetores solares orientados pelo veterinário
Não leve seu pet para a areia da praia e mar
Com certos cuidados seu pet curtirá a estação sem danos para sua saúde e pele
E ficará agradecido com certeza!
Dra. Andrea Nagelstein- pelepet
sábado, 14 de janeiro de 2012
ENVIO DE AMOSTRAS PARA O LABORATÓRIO
Recomendações para o correto envio das amostras
Para o exame histopatológico:
Após a colheita do material, coloque o fragmento o mais rápido possível no formol 10% e só o envie pelo correio depois de, no mínimo, 24 horas. Dessa maneira não há risco de perda da amostra por autólise caso ocorra vazamento do formol durante a viagem. Mesmo assim certifique-se do bom fechamento do potinho contendo o formol mais amostra (aconselhável enviar em um isopor) enviar juntamente a requisição de exame e o valor ou comprovante de depósito.
Para o exame citopatológico:
Logo após distender o material colhido sobre a lâmina de vidro, seque "ao ar" (balançando a lâmina no ar), já corá-la com o panótico (para fixar) e já colocá-la na caixinha de lâminas. Não envie a lâmina mergulhada no álcool absoluto.
Para o exame histopatológico:
Após a colheita do material, coloque o fragmento o mais rápido possível no formol 10% e só o envie pelo correio depois de, no mínimo, 24 horas. Dessa maneira não há risco de perda da amostra por autólise caso ocorra vazamento do formol durante a viagem. Mesmo assim certifique-se do bom fechamento do potinho contendo o formol mais amostra (aconselhável enviar em um isopor) enviar juntamente a requisição de exame e o valor ou comprovante de depósito.
Para o exame citopatológico:
Logo após distender o material colhido sobre a lâmina de vidro, seque "ao ar" (balançando a lâmina no ar), já corá-la com o panótico (para fixar) e já colocá-la na caixinha de lâminas. Não envie a lâmina mergulhada no álcool absoluto.
Marcadores:
Acondicionamento correto de amostras
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
PERGUNTAS E RESPOSTAS
1.OS ANIMAIS PODEM TER ALERGIAS A PICADAS DE PULGAS? O QUE FAZER?
DAPP: Dermatite Alérgica a Picadas de Pulgas
De todas as dermatopatias alérgicas a DAPP é a principal.
A exposição contínua a picadas de pulgas pode desencadear num animal predisposto a alergias um quadro de alergia a picadas, em que toda vez que sofrer uma picada dará sequencia aos sinais clínicos de vermelhidão, prurido intenso , perda de pelos e infecções secundárias.
É nessa época na qual é intensa a proliferação de pulgas que atendemos uma casuística maior de DAPP.
Lembrar que uma vez alérgico a picadas, o animal será toda vida. Não há cura só controle.
Nesses animais o uso regular de antipulgas se faz extremamente necessário. Deve ser sistematico, mesmo na ausencia de pulgas, pois basta uma picada para desencadear todo o quadro de alergia. Mesmo no inverno tem que haver essa regularidade também.
Procurar antipulgas que visam o controle de pulgas adultas e de formas jovens, que possua uma ação de " contato"( em que a pulga não precise picar para morrer).
Controle ambiental e nos contactantes a base de produtos específicos também deve ser realizado simultaneamente.
Dra. Andrea F. Nagelstein
DAPP: Dermatite Alérgica a Picadas de Pulgas
De todas as dermatopatias alérgicas a DAPP é a principal.
A exposição contínua a picadas de pulgas pode desencadear num animal predisposto a alergias um quadro de alergia a picadas, em que toda vez que sofrer uma picada dará sequencia aos sinais clínicos de vermelhidão, prurido intenso , perda de pelos e infecções secundárias.
É nessa época na qual é intensa a proliferação de pulgas que atendemos uma casuística maior de DAPP.
Lembrar que uma vez alérgico a picadas, o animal será toda vida. Não há cura só controle.
Nesses animais o uso regular de antipulgas se faz extremamente necessário. Deve ser sistematico, mesmo na ausencia de pulgas, pois basta uma picada para desencadear todo o quadro de alergia. Mesmo no inverno tem que haver essa regularidade também.
Procurar antipulgas que visam o controle de pulgas adultas e de formas jovens, que possua uma ação de " contato"( em que a pulga não precise picar para morrer).
Controle ambiental e nos contactantes a base de produtos específicos também deve ser realizado simultaneamente.
Dra. Andrea F. Nagelstein
Marcadores:
PERGUNTAS E DÚVIDAS FREQUENTES
terça-feira, 15 de novembro de 2011
DERMATOSE EOSINOFÍLICA FELINA

Placa eosinofílica no abdomen de uma gata Persa
Também conhecida como Complexo Granuloma Eosinofílico (CGE) é um padrão de reação cutânea em felinos que se manifesta clinicamente através de 3 formas típicas: Úlcera indolente, Placa eosinofílica e Granuloma eosinofílico. São reações SECUNDÁRIAS a causas diversas tais como: infecciosas, alérgicas, parasitárias, genéticas e idiopáticas.
As causas principais são as parasitárias e alérgicas.
Aproximadamente 70% dos gatos com Dermatose Eosinofílica apresentam DAPP como causa base.
As causas alérgicas incluem DAPE (Dermatite Alérgica a Picada de Ectoparasitas, principalmente a pulga) e Hipersensibilidade Alimentar.
Devemos descartar outras doenças como as neoplásicas e doenças auto-imunes através de exames complementares como : Citológico por Imprint/”Decalque”( o grupo celular observado será eosinófilos!), PAF e/ou histopatológico.
Se houver a suspeita de causa parasitária e/ou alérgica então exames parasitológicos descartarão suspeita parasitária e exclusões de alérgenos serão preconizados.
Dra. Andrea Fermann Nagelstein
www.pelepet.blogspot.com
Fonte: Guia Practica de Dermatologia felina
(Guaguère, E., Prélaud, P., 1999)
Assinar:
Postagens (Atom)


